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Sunday, July 08, 2007

VIVER, GESTAR.PROJETAR E AGIR


Há alguns anos atrás, costumava ter um sonho que sempre repetia-se, onde me via grávida e dando à luz. Às vezes eram dezenas de crianças que eu gestava e paria, e numa dessas vezes eu mesma, fazendo o meu parto, retirando de mim mesma as diversas crianças, entregava-as às pessoas que estavam ao redor, a tudo assistindo, e dizia-lhes: “vê como é fácil? Não há nenhuma dificuldade nisto”.
Passaram-se muitos anos, e de vez em quando o tema do sonho vinha a ser o da gestação e parto. Na realidade, fisicamente, nunca tive problemas em relação à esta situação, porque tenho quatro filhos, de três gestações pois dois deles são gêmeos, e tanto gestações como parto transcorreram na mais perfeita normalidade, não tendo que recorrer ao parto cirúrgico, nem mesmo no caso dos gêmeos que nasceram de sete meses, sem estarem ainda na posição correta, e nasceram por vias normais mesmo saindo primeiro os pés (foi necessária apenas uma eficiente ajuda da obstetra, para não correr algum bloqueio na passagem dos braços, e somente isso). Tenho também três netos, dois dêles também gêmeos.
Houve sempre em mim, uma tendência à observar-me o interior, o que de fato acontecia dentro de mim, para poder entender-me comigo e com os outros. Sempre foi uma necessidade, esse aprofundar-me no meu universo, inclusive porque quando não o fazia, acabava somatizando emoções não resolvidas, por causa da minha sensibilidade, e intensidade.
Por isso no meu cotidiano, valia-me de todas as formas que podia para adentrar nesse mundo, para muitos considerado irreal, e inclusive chamado de “abstrato”, porque o real, e o concreto, o que fomos ensinados a buscar é o que está fora de nós e não o que está dentro. Então as tão ironizadas por alguns, “terapias zens" e tudo o mais que se assemelha, procurei e utilizei, como instrumento dessa busca da minha identidade real, a minha essência, do que sou em verdade, e ainda hoje continuo me buscando. Freud, Carl Jung, e outros, me prestaram muita ajuda nos seus livros, mas na verdade o livro que eu queria ler e entender em profundidade era o meu próprio livro. Como poderia eu falar do que não estava em mim, se não sabia do que estava em mim? Como poderia compreender o externo se ele próprio é uma projeção do interno?
E assim, voltando aos sonhos, que são sempre reveladores de nós mesmas, busquei Jung, que tem um vasto material sobre os mesmos, e através desta leitura, entendi que segundo suas conclusões, quando estamos nos aproximando do nosso “Self”, nossa essência, costumamos ter sonhos com gestações e partos. Este pra mim era um sinal revelador de que não estava me "boicotando" na vida, procurando fugir de mim mesma, analisando o comportamento de outros, que é o caminho inverso. Partia de mim para compreendendo-me, poder tornar-me UNA e em harmonia, com o que me rodeia. Aprender a amar-me para poder dizer ao outro “Eu te amo” sendo mais verdadeira, mais inteira, porque se eu não me vejo, não me conheço, e não me aceito em integridade, como posso amar-me? E como posso amar o outro, e a tudo o que está fora de mim, se não me amo, e se é tudo uma projeção do que está em mim?
Sempre, desde a mais tenra idade, senti a necessidade da música nesta busca do entendimento, e acabei concluindo que A MÚSICA É A MAIS PURA RESSONÂNCIA PARA O PERFEITO ENTENDIMENTO DA VIDA. Repeti e repito esta frase milhares de vezes, porque ela me orientou na escolha que fiz, de deixar uma vida de “seguranças” de um “emprego estável”, para trilhar pelo “atalho” que um jovem disse certa vez ter escolhido e que me leva, até hoje, através de caminhos incertos, à certeza do que hoje sou, e a me tornar uma pessoa melhor a cada dia, mais consciente e centrada, e consequentemente mais harmonizada e feliz, mesmo e principalmente porque estou em constante “morte e nascimento”, e nestes fechamentos de ciclos, surgem algumas turbulências. Percebo que o comportamento sempre estável, dos que escrevem e analisam e ironizam o comportamento e as "fraquezas" dos outros, baseados em "padrões" ditos de "normalidade" , é algo muito falso. E eu era assim, antes de me buscar, quando estava sempre sorrindo, mesmo nas piores circunstâncias, quando estava naquele “emprego estável”, que me dava algumas garantias materiais e financeiras, mas que através deste apego me distanciava mais de minha identidade real. Era um personagem que eu representava, para agradar a todos, e inclusive nos meus relacionamentos amorosos, e como diz minha amiga Sônia Bomfim, grande xamã, citando Roberto Carlos: “E continua a viagem, no meio dessa paisagem, onde tudo me fascina..."

Este caminho é o meu caminho é a minha forma de expressão, e hoje estou parindo algo que gestei nos últimos meses que é um projeto musical, para ser levado inicialmente à Portugal, e depois à toda a Europa, e outros diversos lugares, numa mensagem de paz, e de entrega à esta fusão, onde, nos diluímos e nos tornamos todos partículas de um mesmo corpo, ao som da música, que por certo é um grande instrumento para a transformação do mundo em algo muito melhor, que hoje é considerada uma utopia, mas não podemos esquecer que muitas realidades hoje surgiram de Utopias. Esta realidade virá. “You may say I’m a dreamer, but I’m not the only one” (John Lennon).
“Quando a atitude de viver, é uma extensão do coração, é muito mais que um prazer, é toda a carga da emoção, que é O ENCONTRO COM O SONHO, que só pintava no horizonte, e de repente diz presente, sorri e beija nossa fronte, abraça e arrebata a gente, é bom dizer: Viver valeu.” (Gonzaguinha).
Embora o que tenha me inspirado à princípio nesta gestação foi uma melodia que concebi numa noite ao contemplar a lua cheia, e encaixei como letra um poema de alguém que mo tinha dedicado, e dado o seu consentimento, cujo nome é “Gota entre lábios”, e já esava oficialmente batizado o “filho” com este nome, e baseado no contexto do poema surgiu um macro sentimento de UNIDADE, que norteou toda a construção do espetáculo, expressado na nossa linguagem brasileira e nordestina, especificamente daqui de Sergipe. Há uns dez dias atrás, concebi uma outra melodia e letra, “BUSCA NA CANÇÃO” que verificando melhor, se encaixa muito mais nessa história, e agora então, com a necessidade interior de modificar o nome do projeto, e não o seu contexto, porque, para mim, o momento gôta entre lábios, já passou, e se apresenta meio “indigesto”. O movimento real é esse, porque estamos todos em constante transformação, e talvez por isso as coisas estejam meio “travadas” em alguns aspectos, porque não podemos estar incluindo no contexto uma energia que não mais pertence à situação, que está numa outra direção, e por isso esteja hoje atrapalhando o andamento do referido projeto.
Aprendi com o tempo que para nos deixarmos guiar pela voz que comanda a Grande Sinfonia Universal, e estarmos harmonizados com o todo, temos que observar os sinais, e em concordância principalmente com o que nos fala o interior. Felizmente, e como tudo funciona em sincronicidade, surgiu a condição de modificarmos apenas o título e alguns ajustes no texto do show, e a imagem do projeto, que até me veio uma sugestão de imagem de um arco-iris, e mais alguns complementos que sejam interessantes. Quanto à outra música, terá outra letra e outro nome.... “E continua a viagem no meio dessa paisagem, onde tudo me fascina”... e, felizmente encerra-se um capítulo da minha vida, e começa um outro, num eterno movimento de ciclos que se fecham para que um outro se abra.

Beijos

Gwen

NAMASTE!!!

Wednesday, July 04, 2007

SHOW PARA O GRUPO DE APOIO À CRIANÇA COM CANCER - GACC.












O GACC - Grupo de Apoio à criança com Cancer fará acontecer no próximo dia 20 de julho, no Petroclube, às 21:00hs.
Será uma festa no estilo anos 60 com um show bastante diversificado dentro do estilo, que contará com a participação de vários artistas, tais como: Gwendolyn Thompson, Grupo Gôta D'Água, Hit Parade, Iran Assis e Kátia Lima, Waltinho do Acordeon, Lino dos Teclados,Tabaréu do Violão. Todos estes artistas estão unidos a causa desta Entidade, numa forma de doar a sua expressão artística para minorar um pouco mais o sofrimento de alguns pequenos seres que precisam de iniciativas como esta. Assim, convido você que possa, a ir à esta bela festa, lembrar uma década de muita alegria, e, se puder, vá à caráter, isto é; com roupas da época, e o ingresso custa apenas R$ 30,00 e estará fazendo a sua parte, enquanto terá ainda a oportunidade de ter uma noite bastante divertida, ao som de boa música, compartilhando da alegria e da energia maravilhosa que, por certo estará circulando na oportunidade. Ao invés de esperarmos e apelarmos pelos omissos, podemos sim, começar a mudança a partir de nós mesmos, das nossas atitudes.


VENDA NO GACC/SE E LOJA PEQUENAS MANIAS NO SHOPPING JARDINS. MAIS UM EVENTO DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA MANUTENÇÃO DA ASSISTENCIA A CRIANÇA CADASTRADA NO GACC/SE

INFORMAÇÕES 3211-5642.

ASSIM COMO OS ARTISTAS NÃO COBRARAM CACHÊ, AS EMPRESAS ABAIXO ENTRATAM COMO PARCERIAS.

PARABÉNS A TODOS:

NORCON, AJALUX, GRAFICAS J. ANDRADE E ADGRAF, COOPERTAJU, MUNDO DA CONSTRUÇÃO, OTICA DINIZ, FRANGIL SONORIZAÇÃO, SASE, PROSIGNS, STUDIO OSMAR, CEPE- SE, T3 CONSULTORIA PARA O TERCEIRO SETOR, CELEBRIDADE NOIVAS, SUPER MALHAS. AGÊNCIA PARCEIRA VOX COMUNICAÇÃO.Todos ficamos muito gratos.

Meus vídeos no youtube:

Em casa, tocando violão e cantando:
http://www.youtube.com/watch?v=sNU28kcRXEM

Participação especial na gravação do DVD do Grupo Água Viva:http://www.youtube.com/watch?v=vPqBq6riAjw

Show "Íntimo" no TEIMONDE:http://www.youtube.com/watch?v=H6wyEE2VE98




Sunday, June 24, 2007

TRANSFORMAÇÃO PARA RENOVAÇÃO



Somente há uns dois anos atrás tive a oportunidade de ver e ouvir atentamente um DVD de Yanni, de nome “Tribute”, de um show que foi gravado nos dois lugares onde foi apresentado, em 1997: no Taj Mahal, em comemoração aos 50 anos de independência da Índia e na Cidade Proibida da China. Tal experiência tocou tão profundamente a minha alma, aquela música diferente, me fazia chorar e rir ao mesmo tempo. E o próprio DVD fala de como ele compõe, do significado da música para ele, e identifiquei-me com tudo, mas não sabia ainda dizer o quanto isto iria me influenciar, no sentido de buscar dentro de mim, a minha música mesmo não sendo uma compositora, mas como intérprete, a minha maneira de fazer o diferente, de tudo o que já havia feito antes. Mergulhei em mim, com esta vontade de transformação interior para esta renovação. E hoje, enfim, vejo um projeto que estou trabalhando juntamente com uma equipe de adeptos, músicos, produtores e amigos, que possivelmente levaremos para fora do país, mas antes faremos um show aqui mesmo em Aracaju, no próximo dia 31 de julho. A todos os que estão comigo neste objetivo, manifesto aqui a minha mais profunda gratidão. E transcrevo abaixo palavras de sabedoria que, dentre outras coisas, me motivaram neste encontro de transformação, porque tudo começa dentro de nós, para que se materialize.



A VISÃO ASSUSTADORA DE NAROPA


Naropa era um grande erudito, um grande sábio, tinha milhares de discípulos. Um dia estava sentado, com milhares de escrituras antigas e raras à sua volta. Ele acabou adormecendo, pois estava muito cansado, e teve uma visão.
Ele viu uma mulher velha, extremamente velha, horrorosamente feia - uma bruxa. Ela era tão feia que ele começou a tremer no sonho. Era tão nauseante que ele queria escapar, mas para onde poderia ir? Estava preso, como se hipnotizado pela bruxa. Seus olhos eram magnetos. “ O que você está estudando?” perguntou a velha.
“Filosofia, religião, epistemologia, linguagem, gramática, lógica”, ele respondeu.
A velha tornou a falar:
“Você entende tudo isso?”
Naropa disse que sim, é claro que entendia.
“Mas você entende as palavras ou o sentido?” perguntou novamente a velha.
Já haviam perguntado milhares de coisas a Naropa, em sua vida, milhares de estudantes, sempre perguntando, questionando. Contudo, ninguém havia perguntado isso: se ele entendia as palavras ou o sentido. E os olhos da mulher eram penetrantes, olhos que iam ao mais fundo do ser, era impossível mentir para ela. Para qualquer outro ele teria dito que entendia o sentido, obviamente, mas para essa mulher, essa mulher medonha, ele tinha que dizer a verdade:
“Eu entendo as palavras.”
A mulher ficou muito feliz. Começou a dançar e a rir, e sua feiúra se transformou : uma beleza sutil começou a surgir nela. Naropa pensou: “Ela ficou tão feliz. Por que não deixá-la ainda mais feliz?” Então ele disse:
“ Mas também estou entendendo o sentido.”
A mulher parou de rir e de dançar. Começou a chorar e toda a sua feiúra voltou, mil vezes pior. Naropa perguntou:
“Porque você está chorando? E por que estava rindo e dançando antes?”
Ela respondeu:
“Estava feliz porque um grande erudito como você não havia mentido. Mas agora estou chorando porque mentiu para mim. Eu sei, e você sabe, que você não entende o sentido.”
A visão desapareceu e Naropa havia sido transformado. Fugiu da universidade e nunca mais tocou em uma escritura em sua vida. Tornou-se completamente ignorante, pois entendeu que a mulher não era ninguém de fora, era apenas uma projeção. Era o próprio SER de Naropa que, através do conhecimento, havia se tornado tão feio. Bastou essa pequena compreensão,
a de que ele não entendia o sentido, para que a feiúra se transformasse em algo belo.
A visão de Naropa é muito significativa. A menos que você sinta que o CONHECIMENTO é inútil, você nunca estará à procura da SABEDORIA. Você irá carregar a moeda falsa, pensando tratar-se de um tesouro verdadeiro. Você precisa perceber que o conhecimento é uma moeda falsa, pois não é conhecer, não é saber. No máximo o conhecimento é algo intelectual: o mundo foi entendido, mas o sentido se perdeu.

A verdade é sua própria experiência, sua própria visão. Mesmo que eu tivesse visto a verdade e a contasse a você, no momento em que eu a contar, ela se tornará uma mentira para você, não uma verdade. Para mim, era uma verdade, para mim veio através dos olhos. É minha visão. Mas não será sua visão, será algo emprestado. Será uma crença, SERÁ CONHECIMENTO, MAS NÃO SABER. E, se você começar a acreditar nela, estará acreditando em uma mentira.
Então lembre-se: mesmo uma verdade se torna uma mentira se entrar em você pela porta errada.
A verdade precisa entrar pela porta da frente, pelos olhos. A verdade é uma visão, precisa ser vista com seus próprios olhos.


Osho em “O Livro da Transformação”.

Sunday, June 17, 2007

TUDO É NECESSÁRIO


Tudo, absolutamente tudo é necessário. A frase do título desta postagem eu a vi no consultório do brilhante terapeuta transpessoal, e meu amigo Antonio José de Mello Marques, e não sei de quem é a autoria. Confesso que a princípio não concordei muito, mas, após algum tempo vi que é a mais absoluta verdade, embora existam pessoas que acham que a verdade não é absoluta, e respeito esta posição. Bem, aprendemos com tudo e com todos, e a dor nos aponta algo que está errado em nós e não no outro ou no que está fora de nós, e não é estalando os dedos e dizendo simplesmente "já passou", e buscarmos uma fuga para não enxergar o que se passa que iremos resolver, porque ela certamente voltará, e com mais intensidade. Se quizermos melhorar o mundo, o que achamos injusto ou incorreto, temos que desejar e buscar sinceramente melhorar o que está dentro de nós, e a dor serve como termômetro para isto, e uma pessoa mui querida até já escreveu no seu blog sobre isto com o título de "dor curativa". Mas não iremos "carpir" ou "curtir" a dor, porque não é assim que resolveremos, e sim ter um olhar muito honesto para com o que está lá dentro para que possamos acolher isto como verdadeiro, e assim,resolvermos.
No meu círculo de amigos e familiares, sempre fui cobrada quando estava triste quando me diziam: " A sua força está na sua alegria", porque o meu natural é realmente estar alegre, e um amigo também me escreveu uma vez me dizendo:
"Conserve esta alegria que é o que cinge as pessoas que ama e que te amam".
Assim, recentemente passei por um momento dêsses, onde uma dor profunda chegou até a mim e como "Viver é afinar o instrumento, de dentro prá fora, de fora prá dentro", segundo Walter Franco em Serra do Luar, reconheci que diante de um estímulo externo, que fez com que a dor brotasse em mim, busquei os meus mecanismos que já sei que são eficazes, verbalizei o que estava sentindo, sentindo, visualizei a minha casa interior, fiz uma faxina, para que a dor não se cristalizasse em sofrimento. Somos todos reflexos um do outro mesmo, e somos todos meros pretextos para nos apontarmos formas de nos conhecermos melhor e crescermos, enquanto seres espirituais tendo experiências humanas, nesta escola planetária. E como artista, como cantora, tenho muito mais ainda que estar consciente disto, porque a arte é o maior instrumento para tocar a alma das pessoas, para transformar-nos a nós artistas e todos e tudo o que nos rodeia. E nada de sofrimento. Quero aprender a ser como as velhinhas personagens do texto que transcrevo abaixo, como um presente que me veio através da minha amiga Lenora, filha do meu querido amigo e compositor João Mello, a quem registro aqui a mais profunda gratidão.


Preguiça de sofrer

Zuenir Ventura (20.07.2006)


Há 26 anos, elas cumprem uma alegre rotina: às sextas-feiras pela manhã sobem a serra e descem aos domingos à tarde, quando não permanecem a semana toda lá, em sua casa de Itaipava, distante hora e meia do Rio. São quatro irmãs de sobrenome Sette - Mily, a mais velha, de 86 anos; Guilhermina (84), Maria Elisa (76) e Maria Helena (73) - mais a cunhada Ítala (87), a prima Icléa (90) e a amiga de mais de meio século, Jacy (78).
O astral e a energia da "Casa da sete velhinhas" são únicos. Elas cuidam das plantas, visitam exposições, assistem a shows, lêem, jogam baralho, conversam, discutem política, vêem televisão, fazem tricô, crochê e sobretudo riem. Só não falam e não deixam falar de doença e infelicidade. Baixaria, nem pensar.
Quando preciso tomar uma injeção de ânimo e rejuvenescimento, subo até lá, como fiz no último sábado. Já viajamos juntos algumas vezes, como a Tiradentes, por cujas redondezas andamos de jipe, o que naquelas estradas de terra é quase como andar a cavalo. Tudo numa boa.
Elas têm uma sede adolescente de novidade e conhecimento. Modéstia à parte, são conhecidas como "As meninas do Zuenir". Me dão a maior força. Quando sabem que estou fazendo alguma palestra no Rio, tenho a garantia de que a sala não vai ficar vazia. São meu público cativo e ocupam em geral a primeira fila.
Numa dessas ocasiões, com a casa cheia, elas chegaram atrasadas e fizeram rir ao se anunciarem a sério na entrada: "Nós somos as meninas do Zuenir."Nos conhecemos nos anos 70, quando morávamos no mesmo prédio no Rio e Maria Elisa, que é química, passou a dar aulas particulares de matemática para meus filhos, ainda pequenos, de graça, pelo prazer de ensinar.
Depois nos mudamos,continuamos amigos e nossa referência passou a ser a casa de Itaipava, onde minha mulher e eu temos um cantinho, um pequeno apartamento na parte externa da casa, os "Alpes suíços". No começo o terreno não passava de um barranco de terravermelha. Hoje é um jardim suspenso, com árvores e flores variadas que constituem uma atração para os pássaros.
Dessa vez, não cheguei a tempo de ver a cerejeira florida, mas em compensação assisti a uma exibição especial de um casal de papagaios. O interior da casa é um brinco, não fossem elas meio artistas, meio artesãs, todas muito prendadas, como se dizia antigamente. Helena e Jacy, por exemplo, tecem mantas e colchas de tricô e crochê que já mereceram exposições. Mily desafia a idade preferindo as novas tecnologias e a modernidade, sem falar no vôlei, de que é torcedora apaixonada. Sabe tudo de computador e, com Jacy, freqüenta todos os cursos que pode: de francês a ética, de inglês a filosofia. Na parede, Tom Jobim observa tudo.
A foto é autografada para Elisa, de quem ele foi colega no Andrews. Aliás, nesse colégio da Zona Sul do Rio, Guilhermina trabalhou 53 anos, como secretária e professora de Latim, que ela ensinava pelo método direto, ou seja, falando com os alunos. Ficou muito feliz quando na praia ouviu, vindo de dentro do mar, o grito de alguém no meio das ondas, provavelmente um surfista: "Ave, magister! "Amiga de personagens como o maestro Villa-Lobos, ela ajudou ou acompanhou a carreira de dezenas de jovens que passaram por aquele tradicional colégio, cujo diretor uma vez lhe fez um rasgado elogio público, ressaltando o quanto ela era indispensável ao educandário. No dia seguinte, ela pediu as contas, com essa sábia alegação: "Eu quero sair enquanto estou no auge, não quando não souberem mais o que fazer comigo". Foi para casa e teve um choque, achando que não ia suportar a aposentadoria. Durou pouco, porque logo arranjou o que fazer. É tradutora e gosta muito de etimologia: adora estudar a vida das palavras desde suas origens, principalmente quando são gregas.
Ah, nas horas vagas faz bijuterias. Para explicar como se desvencilhou do vazio de deixar um emprego de 53 anos ecomeçar nova vida já velha, Guilhermina usou uma frase que se aplica a todas as outras seis velhinhas e que eu gostaria de adotar também: "Tenho preguiça de sofrer.
"Não são o máximo as meninas do Zuenir?

"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional." (Roberto Shinyashiki)


"Faça uma pequena coisa na vida mantendo uma percepção relaxada. Quando você estiver comendo, coma com totalidade: mastigue com totalidade, saboreie com totalidade, cheire com totalidade. Toque seu pão, sinta sua textura. Mastigue-o, deixe que se dissolva em seu ser e permaneça consciente - você estará meditando. Então a meditação não estará separada da vida.
Sempre que a meditação é separada da vida, algo está errado. Ela se torna negação da vida. Nesse caso a pessoa começa a pensar em entrar para um mosteiro ou ir para uma caverna no Himalaia. Nesse caso a pessoa que escapar da vida, porque a vida parece ser uma distração da meditação.
A vida não é uma distração, a vida é uma ocasião para a meditação."
Osho

Isto é estar "inteiro" no momento vivido.
Beijos com amor
Gwen
NAMASTÊ!!!





Thursday, June 14, 2007

"ENCANTAMENTO SEM ESTÍMULO PRÉVIO"


Sim, esta a capacidade de "encantamento sem estímulo prévio" do qual Martha Medeiros fala logo mais abaixo, que deveríamos ter, para podermos avaliar com critérios justos todas as formas de arte. E então não só bastam talento e esforços em nome de um aprimoramento de tecnica, inspiração e dedicação, e energia de amor, no que fazemos? Infelizmente o que acontece é que somos levados a acolher e escolher aquilo que a mídia e a imprensa de uma forma geral aclama, o que tem já consagração e reconhecimento público, como é ilustrado abaixo neste texto que ora transcrevo.
O VIOLINISTA NO METRÔ
texto de Martha Medeiros
Aconteceu em janeiro.
O jornal Washington Post convidou um dos maiores violinistas do mundo, Joshua Bell, para tocar numa estação de metrô da capital americana, a fim de testar a reação dos transeuntes.
Desafio aceito, lá foi Bell, de jeans e camiseta, às oito da manhã, o horário mais movimentado da estação, para tocar no seu Stradivárius de 1.713 (avaliado em mais de US$ 3 milhões), melodias de Bach e Shubert.
Passaram por êle 1.097 pessoas; sete pararam alguns minutos para ouví-lo. 27 largaram lá algumas moedas, e uma única mulher o reconheceu, porque havia estado em um dos seus concertos, cujo valor médio do ingresso é de US$ 100.
Todos os outros usuários do metrô estavam com pressa demais para perceber que ali, a dois metros de distância, tocava um instrumentista clássico, respeitado internacionalmente.
Não me surpreende.
Vasos da dinastia Ching, de valor incalculável, seriam considerados quinquilharias, se misturados à quaisquer outros numa feira de artesanato ao ar livre.
Uma jóia rara correria o risco de ser ignorada se fosse exposta numa lojinha de bijuterias, e ninguém pagaria mais de R$ 40 por uma escultura do mestre Aleijadinho, que estivesse misturada a anjos de gêsso vendidos na beira da estrada.
Desinformados, raramente conseguimos destacar o raro do medíocre.
Esta história do violinista demonstra que não estamos preparados para a beleza pura: é preciso um mínimo de conhecimento para valorizá-la. E demonstra também que temos sido treinados para gostar do que todo mundo conhece.
Se uma atriz é muito comentada, se uma peça é muito badalada, se uma música é muito tocada no rádio, estabelece-se que elas são um sucesso e ninguém questiona. São consumidas mais pela insistência do que pela competência, enquanto que competentes holofotes passam despercebidos.
Gostaria muito de ter circulado pela estação de metrô, em que tocava Joshua Bell. Não por admirá-lo: prá ser franca, nunca ouvi falar desse cara. O que eu queria era testar minha capacidade de encantamento, sem estímulo prévio. Se ainda consigo destacar o raro sem que ninguém o anuncie. Tenho a impressão de que eu pararia para escutá-lo, mas talvez eu esteja sendo otimista. Vai ver eu também passaria apressada, sem me dar conta do tamanho do meu atraso.
Meus links no youtube:


Sunday, June 10, 2007

EXPERIÊNCIA




Na vida, no cotidiano, fora de nós, vivemos realmente situações que nos levam cada vez mais ao irreal, ao ilusório, de um mundo criado cheio de exigências criadas por uma racionalidade egóica, e cheia de situações que nos levam a valorizar mais o que é temporário e que tem fator secundário no nosso crescimento pessoal, e a cada vez mais representarmos papéis, e nos cobrindo de máscaras, e nos distanciando cada vez mais do que somos em essência. É assim que, muitas vezes, como cantora, como artista, sinto-me cada vez mais estranha num mundo onde percebemos que somente aqueles que já têm seu nome consolidado por uma aceitação em massa, pela consagração pública, merecem uma certa distinção dos empresários, porque já têm a tal chamada "experiência". Mas como adquirirmos a tal experiência se as chances não nos são dadas nem sequer de sobreviver com dignidade, em alguns casos de muitos de nós que começa, e como irmos para novos horizontes, e buscarmos espansão do nosso exercício, da nossa criatividade, se a dor, a impotência, nos priva de tal experiência? E o que é a tal experiência?


Assim, transcrevo abaixo uma mensagem que me foi enviada por um grande amigo daqui da terrinha, que está lá, do outro lado do Oceano, na Espanha, o meu mui querido amigo José Carlos Antonio Freitas Torres. Eis a mensagem:

Exatamente ha dois anos (09/06/2005 - 09/06/2007), encaminhei a seguinte mensagem para alguns da lista. Vale a pena lembrar, pois minha consideraçao, admiraçao, respeito, amizade, amor, só tem crescido, aumentado. Ainda bem que o coraçao é sempre uma estrella nova continuamente em expansão.

Um beijo.

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?"
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele, com certeza, será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
REDAÇÃO VENCEDORA: "Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'. Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"


Esta é mesmo uma conclusão real, que foge a qualquer parâmetro ditado pelo cotidiano, em nossa sociedade dita civilizada, e, por assim ser, é realmente genial, e que deveria assumir a maior importância em nossas vidas.

Um beijo para todos

Gwen.
NAMASTÊ!!!

Tuesday, May 29, 2007

UM ANO SEM ISMAR BARRETO











O cantor e compositor sergipano Ismar Barreto, será lembrado um ano após a sua morte, neste sábado, dia 2, às 22:30 horas, no Teimonde, com a solenidade de entrega, pelo Secretário de Estado da Cultura, Luiz Alberto, de duas salas anexas ao Teatro Atheneu, onde será instalado o"Memorial Ismar Barreto", através do "Instituto Viver Aracaju", organismo responsável pela preservação e difusão da obra do artista.
Após a solenidade estarão apresentando-se vários artistas sergipanos, além do show de abertura de Joãozinho Ventura e Alice Nou, seguindo-se a apresentação de Marlene, Marise e Meire, irmãs de Ismar, com a participação de Neto e Yasmim, filhos do compositor, que irão apresentar músicas inéditas do repertório do homenageado

Tuesday, May 22, 2007

NOTÍCIAS, E AGENDA CULTURAL DA PRODUÇÃO RD.













A Noite Especial do Teimonde, aquela casa que prima pelo bom gosto musical e excelente culinária e atendimento, foi realmente muito boa. O trio que me acompanhou realmente está assim entrosadíssimo, e a energia que fluiu no palco rendeu belas incursões musicais, e improvisações que o repertório escolhido propiciou, e para completar a noite, tivemos lá a visita do grande e genial cantor, intérprete, violonista e compositor Pantera, que nos presenteou com uma belíssima "canja". Presentes, lá, na platéia os amantes da boa música, público um tanto quanto restrito, e citarei apenas alguns poucos nomes de amigos mais chegados que lá foram, como o jornalista Pedrito Barreto e amigos que estavam na sua mesa, Murillo Dantas, Ricardo Bettencourt e sua querida Juliana Cabral, e muitas outras pessoas mui queridas que participaram e apreciaram bastante a nossa apresentação. À todos os que compareceram, o meu especial e carinhoso muito obrigada.
E agora aproveito aqui para sugerir as mais novas dicas para você que está aqui em Aracaju estão logo aqui abaixo, numa iniciativa de Ricardo Douglas Produções.
Dias 1, 2 e 3 de junho no Teatro Lourival Batista "100 Shakespeare" uma peça da companhia Pia Fraus. Ingressos à venda na bilheteria do Teatro; 10,00 (meia) e 20,00 (inteira). Maiores informações: 3179-7550. Uma realização: RD Produções e Eventos.
Dias 1 e 2 de junho (sex. às 21h e sáb. às 20h) no Teatro Tobias Barreto "Toda Nudez Será Castigada". Ingressos antecipados (até 30/05) 15,00 (meia) e 30,00 (inteira); levando 1 kg de alimento dá desconto de 50% na inteira, (a partir de 31/05) 20,00 (meia) e 40,00 (inteira); levando 1 kg de alimento dá desconto de 50% na inteira. Uma peça de Nelson Rodrigues e direção de Paulo de Moraes. Maiores informações 3179-1496. Uma realização: RD Produções e Eventos.

AGUARDEM EM BREVE EXCELENTES NOVIDADES.

Monday, May 14, 2007

UMA NOITE ESPECIAL NO TEIMONDE.






No próximo sábado, dia 19.05, às 23:00hs, estaremos lá, eu e um trio composto por Weide, nos teclados, Rominho na bateria e Júnior no baixo, para vivermos com você momentos musicais inesquecíveis, com pessoas que lá freqüentam e que são muito especiais pelo fino gosto e pela energia que passam para nós que ficamos assim gratificados com uma oportunidade ímpar, porque teremos o prazer de executar o melhor da MPB, com ênfase para a bossa nova, musica pob, nacional e internacional e clássicos do jazz, musica romântica, tudo com aquele sotaque jazzístico que primamos em manter, por ser esta a nossa marca, e do público que freqüenta aquela casa. Será uma noite deliciosamente inesquecível, que pede companhia também especial e inesquecível. O Teimonde prima pela música de altíssima qualidade, excelente culinária e maravilhoso serviço.


Música é a mais pura ressonância para o perfeito entendimento da vida.

Sunday, May 13, 2007

PARA O DIA DAS MÃES, FALAR DE AMOR É PRECISO.




Bom dia, meus amigos, neste dia das mães!
Após uma semana de shows diários, em que quase nem tive tempo de vir à internet, e ainda bastante cansada, não poderia vir aqui e dizer da felicidade em estar exercendo o meu ofício, o meu dom, a minha missão de forma tão intensa. O show Pops, Baladas e Blues, de Cris Emmel foi um grande sucesso, os s três shows com o Água Viva e o show solo do dia das Mães do Colégio Máster, no Clube de Engenharia, tudo numa só semana... muito bom mesmo.

Mas, na verdade estou aqui para deixar os meus parabéns registrados, à todas as mamães, aos papais, porque sem eles nós, as mamães não existiríamos nesta condição, e aos filhos também por serem eles que justificam o privilégio da maternidade dado a nós mulheres. Enfim estamos todos de parabéns neste dia, porque fomos e somos sempre filhos e pais ao mesmo tempo, e estamos uns complementando os papéis dos outros e interagindo, e aprendendo com isso o mais importante que é o exercício do AMOR.
E POR FALAR EM AMOR... VAI ABAIXO UM TEXTO MUITO INTERESSANTE QUE RECEBI DE UM GRANDE AMIGO

COM MUITO AMOR

Gwen.


PORCO ESPINHO (desconheço o autor)

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos,assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, tornavam a se afastar uns dos outros.Voltaram a morrer congelados e precisavam fazer uma escolha: desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante. Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. Sobreviveram!


MORAL DA HISTÓRIA:


O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro, e consegue perdão pelos próprios defeitos.
Para os erros, o perdão! Para os fracassos, uma nova chance! Para os sonhos amorosos, a certeza do amor!A lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; o que você sente, você atrai; o que você acredita, torna-se realidade.

Friday, May 04, 2007

POPS, BALADAS E BLUES




POPS, BALADAS E BLUES
Este é o nome do Show que acontecerá no próximo dia 10 de maio, quinta feira, à partir das 22:00hs no Teimonde com Cris Emmel e convidados. Cris Emmel fará um belíssimo show, com pops, baladas e blues, como o título já o diz, e trará como convidados: Amorosa, Ana Aparecida, Gildo Henrique, Gwendolyn Thompson (eu) e Suzana Walois. A noite realmente promete, e tenho certeza que você não vai querer perder.




Monday, April 23, 2007

RELEASE



Gwendolyn começou sua incursão musical aos cinco anos de idade, cantando “Agora é cinzas”,e surpreendeu a todos pois cantava com uma afinação e ritmo impressionantes para uma criança daquela idade. Herança genética...? educação...? O certo é que Gwendolyn Thompson convive desde cedo com a arte de combinar os sons. Seus avós paternos eram músicos , e seu pai, percebendo os dotes de sua filha, matriculou-a numa escola de música, onde após algumas tentativas com alguns instrumentos, resolveu fixar-se no canto, já na adolescência. Aos 18 anos, quando casou, abandonou os estudos musicais, e só voltou aos 34 anos, por volta de 1986, com o Grupo Cataluzes, fez uma participação na campanha política, como backing vocal, e depois, em 1988, de uma forma bem despretensiosa, cantando em bares, dando “canjas”, juntamente com amigos que em 1991, integraram o Grupo Memórias, que fez bastante sucesso com um repertório anos 60. Era então bancária por 17 anos, e não viu outra alternativa senão a de exercer paralelamente a atividade musical.. Por alguns meses, neste período deixou o grupo Memórias para integrar o Grupo Aquárius, hoje Água Viva. Em 1994 foi selecionada para o Projeto BANCO DE TALENTOS, da FEBRABAN, que reunia artistas bancários. A seleção dos músicos foi feita pelos maestros; Klaus Petersen, Julio Medalha e Nelson Ayres que dirigiu a apresentação,no Memorial da América Latina, e a gravação do CD do Projeto, com a música “Love of my life”, lançado no ano seguinte, também no mesmo Memorial. Em 1996, vendo-se e reconhecendo-se mais como intérprete do que bancária, aderiu ao programa de demissão voluntária para dedicar-se exclusivamente à musica, sua real vocação. Nesse mesmo ano apresentou-se no Bar Canoas do HOTEL MERIDIEN, em Salvador, com o show “Novo Tempo”.Em 1997 participou do projeto 6 e meia, abrindo o show do cantor Flávio Venturini no Teatro Atheneu e iniciou a gravação do seu CD “LEOA”, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, e o concluiu em 2003, voltando então para Aracaju para seu lançamento, depois de 5 anos de ausência, pois exerceu sua atividade musical em Salvador e Maceió no período compreendido entre 1999 e 2003. O lançamento do CD, em Aracaju, ocorreu em julho de 2004, e devia isto ao seu público, e resolveu ficar aqui por mais algum tempo, até... quem sabe? Neste período até agora já fez parte do Projeto do Governo no Natal da Orla, em 26/12 de 2004, São Cristóvão Cidade da Seresta em 21.01.2005, fazendo o show principal e diversas apresentações em espaços diversos, e eventos. Fez show de abertura da apresentação de Belchior, no Teatro Tobias Barreto, em 23 e 24 de agosto de 2005, pelo Projeto MPB Petrobrás, com bastante sucesso.Em outubro do ano passado fez uma participação especial no DVD do Grupo “Água Viva” , e em decorrência do sucesso de sua apresentação, e à pedido do público do referido Grupo, voltou a integrá-lo e tem se apresentado com este grupo em todos os shows, desde então, fazendo muito sucesso.Mediante convite da Secretaria de Cultura do Estado de Sergipe fez uma brilhante apresentação no Concerto de Final de Ano juntamente com a Orquestra Sinfônica do Estado de Sergipe, no Teatro Tobias Barreto, no dia 29 de novembro do ano passado. Apresenta-se também na noite fazendo shows em Restaurantes,Teatros e Casas de Shows, tendo público muito fiel ao seu trabalho. A mistura genética da qual é fruto, pois tem ascendência norte americana, brasileira, sueca e inglesa, só fez dar mais sabor à nossa intérprete que, presenteia o publico o público com músicas de variados idiomas e estilos, já que música como toda expressão de arte, não tem fronteiras. Embora tenha nascido em Salvador-BA, sente-se sergipana, pois passou a maior parte de sua vida em Aracaju. Para GWENDOLYN THOMPSON, “música é a mais pura ressonância para o perfeito entendimento da vida”, e vive hoje com intensidade esta ressonância, por uma escolha do seu coração.
VÍDEOS NO YOUTUBE:
Vide vídeo da apresentação com o Grupo "Água Viva"
Em casa com o violão:
Vídeo do Show "Íntimo", no Teimonde:

Sunday, April 22, 2007

PAZ PERFEITA (Desconheço o autor)


Existe um conto muito interessante sobre as nossas escolhas e de como encontrar a paz. Ele conta que certa vez um rei teve de escolher entre duas pinturas, qual mais representava a paz perfeita. A primeira era um lago muito tranqüilo, este lago era um espelho perfeito onde se refletiam algumas plácidas montanhas que o rodeavam, sobre elas encontrava-se um céu muito azul com nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita. Já a segunda pintura também tinha montanhas, mas eram escabrosas e não tinham uma só planta, o céu era escuro, tenebroso e dele saíam faíscas de raios e trovões. Tudo isto não era pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás de uma cascata havia um pequeno galho saindo de uma fenda na rocha. Neste galho encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho calmamente sentado no seu ninho. Paz Perfeita. O rei escolheu essa segunda pintura e explicou:"Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos e tranqüilos no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz."Esse conselho real serve para todos nós que vivemos rotinas cheias de compromissos, obrigações e turbulências. Olhe para a pintura de sua alma, descubra o seu verdadeiro lugar no mundo e faça o seu"ninho" de paz e harmonia. Não se deixe levar pelo ambiente, construa na tua vida aquilo que é melhor para você mesmo e seja FELIZ!

Wednesday, April 11, 2007

O MEU DINDI - (Repetindo) Música tocando ...



Realmente descobri-me cantora aos cinco anos de idade, e aos 06, morava em Salvador onde nasci, quando Tom Jobim lançou o grande sucesso chamado DINDI. Ele havia composto esta canção para um rio que passava no quintal de sua casa, a quem dera este nome, e eu, como a maioria das pessoas e sendo criança, pensava que DINDI, era uma pessoa.
Nessa ocasião, existia lá na rua onde morava, um garoto de 12 anos de idade, que era líder de turma; todos os garotos o seguiam, para onde ia, e era lindo o menino. E eu, nos meus 6 aninhos apaixonei-me pelo garoto, que nem tomava conhecimento da minha existência; Um garoto de 12 anos não iria prestar atenção numa menininha de 6.
E eu suspirava por ele e quando cantava DINDI, que sempre foi uma das minhas canções preferidas, era pensando nele que eu cantava, e não no rio. E mesmo hoje, depois de saber que a música foi feita para um rio, uma grande declaração de amor de Tom Jobim pelo seu rio, tal era o amor que sempre teve pela natureza, ainda assim a imagem que me vem à mente quando canto, é a do garoto lindo de 12 anos, junto com a lembrança muito viva daquele sentimento que me inspirou durante muitos anos da minha vida. O sentimento de um amor puro e solitário de uma menininha de 6 anos.

Wednesday, March 28, 2007

APRESENTANDO A PRODUÇÃO.

Sharon Bakcx (79) 8124-5100
sharonbakcx@msn.com

É muito bom quando sentimos que estamos acompanhados de pessoas muito competentes e sensíveis, para nos ajudar a trilhar de forma mais intensa e mais bela aquele caminho que escolhemos para ser o nosso canal de expressão e nosso instrumento para melhorarmos por inteiro, nos tornando mais plenos e consequentemente melhorarmos o mundo que nos rodeia.

É assim que agora me sinto, contando com a dupla de produtores Ricardo Douglas e Sharon Backx, dando uma nova direção aos meus trabalhos. E para começar, enquanto os grandes projetos já estão em andamento, já tenho agendado, para os dias 06, 07 e 08 de abril, apresentação de abertura do show de humor de Renato Piaba, no Teatro Tobias Barreto. No dia 06 será ás 20:00hs, e nos dias 07 e 08 às 19:30hs. Trata-se de um evento imperdível.

Aguardem em breve notícias de grandes produções.

Vamos celebrar!!!

Sunday, March 25, 2007

PROXIMOS SHOWS




Aqui estou eu para dizer a vocês que na próxima quinta feira, dia 29.03, estaremos lá no Teimonde, eu e Marisa Lott nos Teclados, na segunda edição do "Intimo", ainda mais intimo do que o do dia 01, que seria reprisado no dia 22, mas teve que ser adiado para o dia 29, e só não estaremos com a formação completa do "Momento 4" por que o nosso baterista William está com dengue, mas todos já conhecem a dupla harmônica que formamos, eu e Marisa Lott, e estaremos fazendo um grande show para vocês. Aguardamos a sua presença lá.


E no próximo dia 07.04, sábado estarei lá no Instituto Luciano Barreto Júnior, apresentando os sucessos do CD Leoa para vocês, após a Palestra de Jácome Góis. Também aguardo vocês por lá.

Saturday, March 17, 2007

À PRINCÍPIO (texto de Martha Medeiros)





A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor...não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz sózinha(o), feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro(a), feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro oque nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se demais. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..."

Friday, March 16, 2007

ANIVERSÁRIO DE ARACAJU: 152 ANOS


Hoje, dia 16 de março é aniversário de 152 anos de Aracaju, e também foi o dia do lançamento do CD de Hugo Costa, "Retratos de Aracaju", com vozes de vários intérpretes sergipanos, inclusive a minha, gravando sucessos já gravados na década de 60, nas vozes das Moendas, e agora nas vozes de duas delas, Lina e Adi Sousa. Os outros intérpretes são: eu, Gwendolyn Thompson, Iracema, Zequinha, Marta e Karla, Neu Fontes, João Mello e Nino Karva. A direção musical é de Lina Sousa e contou com a participação de musicos maravilhosos. O CD está simplesmente lindo. Vale a pena conferir. Parabéns Hugo Costa, Parabéns músicos e artistas Sergipanos, enfim: PARABÉNS ARACAJU, cidade que eu amo.

Friday, March 09, 2007

...E POR FALAR NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER...



No dia Internacional da Mulher, dia 08.03, ontem, tivemos oportunidade de apresentar um belíssimo show onde 40 cantoras e musicistas deste Estado estiveram se apresentando, na sua melhor performance, acompanhadas de grandes músicos. Este Show foi idealizado e organizado pela cantora Amorosa, e apresentado para um grande público que amou o espetáculo. Não pude publicar antes aqui o acontecimento, por estar nestes ultimos dias com muitos compromissos, que mo impediram de fazer. Estiveram presentes também ao evento dentre as várias personalidades da Imprensa, Pascoal Maynard com a equipe do seu programa Expressão, e registrou todo o show para apresentá-lo naquele programa que a cada dia fica melhor. Estou ainda sob a emoção do dia e da noite de ontem, e aproveito também para apresentar abaixo um texto que me foi enviado por e-mail, que considero muito oportuno para reflexão.


O QUE A MULHER ESPERA DE UM HOMEM? Foi essa a pergunta inteligentíssima da psicóloga Roseli Sayãodirigida, no Roda Viva, a um perplexo Arnaldo Jabor, que, com toda a sua agilidade mental e com sua diferenciada experiência com o feminino, teve a honestidade de responder, simplesmente: Não sei. Foi o silêncio do sábio. Porque não é fácil responder de bate-pronto a essa questão embaraçosa sem cair numa seqüência dos piores lugares-comuns.Quanto a mim - que estou longe de ser sábio como aquele simpáticobeduíno carioca, nem disponho de sua fluência comunicativa e muito menos de sua rica experiência com o sexo oposto -, serão perdoados o atrevimento e a ingenuidade de tentar uma resposta, ainda que trôpega e insuficiente. Em outros tempos seria bem mais fácil encontrar uma resposta. Esperamos dos outros aquilo que nos falta. O machismo cego e obtuso da era patriarcal cunhou para a mulher a falsa qualificação de sexo frágil. Ora, a mulher nunca foi frágil, e em situações difíceis costuma mostrar-se mais forte que o homem. No entanto, seja por convenção social ou por astúcia, a mulher aceitou a gosto o papel (falso, repito) de sexo frágil. Era tão bom e tão cômodo ser mimada pelos homens em sua convencionada fragilidade, e tão estratégico disfarçar sua força sob a pele de uma ovelhinha inofensiva! Seja como for, a mulher introjetou esse falso papel, procedendo como pessoa fraca, insegura, e projetando no homem, no varão, as virtudes que, supostamente, lhe faltavam: a fortaleza, a ousadia, a segurança, a coragem a toda prova. Era isso tudo o que ela esperava do homem.Hoje a situação mudou. Aquela ridícula máscara de sexo frágil caiu em desuso. A mulher compete publicamente com o homem, de igual para igual, em todos os setores, com êxito crescente. Destoa desse avanço feminino a declaração daquele presidente da Universidade Harvard sugerindo que as diferenças biológicas inatas entre homens e mulheres explicam o número menor de pesquisadoras nas ciências exatas. A persistência desses nichos de estupidez até na universidade comprova que a ignorância não é produto da falta de conhecimento e de informação, sim que é uma atitude deliberada de oclusão mental. Parece estranho, mas a burrice pode ser, também, uma livre opção. Na natureza não existem homens e mulheres; só existem machos e fêmeas, em estado bruto. Homem (o varão) e mulher constituem criações históricas e culturais, lapidações da ganga bruta da animalidade, imprimindo a cada sexo sua tipicidade e seu estilo, o qual varia conforme as culturas e os estágios históricos. Em Roma, o tipo consagrado da masculinidade culminava na figura imponente do patrício - nolli me tangere (ninguém me toque), com sua toga e o orgulho inflexível de classe e de família, em contraste com a figura feminina da mater familias, reclusa no lar. Na Idade Média surgiram o cavaleiro e a dama, figuras de grande caráter, posteriormente rebaixadas nos modelos inexpressivos do gentleman e da lady (o cavaleiro, ou cavalheiro, é o homem que sabe o que deve fazer, o gentleman é o homem que sabe o que não deve fazer). Homem e mulher constituem montagens armadas pela sociedade, pela História e pela cultura, tipos genéricos aos quais ainda se sobrepõem a classe social, os usos e a educação, a categoria profissional, a moda, com seus renovados estilos, não só de vestir como de opinar e de preferir. Em suma, a pessoa única e insubstituível que é cada um de nós se apresenta em sociedade mascarada, disfarçada, falsificada pelas categorias genéricas e impessoais de comportamento, a ponto de em nosso cotidiano não sabermos quem é quem de verdade, e até quem somos nós para nós mesmos. É assim, de forma encoberta por certo modelo prefixado de ser homem ou mulher, acrescido de toda uma espessa camada de condicionamentos impessoais, aceitos todos mecanicamente, porque sim, que ambos os sexos se apresentam um frente ao outro. Debaixo de todos esses disfarces, de toda essa caracterização teatral que nos empresta a vida social, vivemos na ignorância recíproca de quem é o outro de verdade, e até de quem somos nós para nós mesmos.

O que a mulher espera de um homem?

Ela espera, implora, exige que o homem eleito a revele em toda a sua verdade e em toda a sua intimidade, ocultas na comédia da vida social que a falsifica em cada gesto, em cada palavra, em suas preferências (as de todo mundo), até em seu corpo e em seu rosto padronizados. A mulher espera do homem que a descubra, que revele à luz da evidência aquela pessoa secreta, que é ela mesma, oculta debaixo das convenções sociais. E o homem, por sua vez, não espera outra coisa, quer que também ele seja descoberto pela mulher, pela mulher amada. Pois é o amor a via preferencial do desnudamento recíproco, não somente dos corpos, como da personalidade de cada um dos amantes que palpita em segredo, esperando o dia da revelação. Perdida e dividida em meio à confusão dos papéis que representa, o que a mulher amorosa espera quando se atira nos braços do homem eleito, olhos nos olhos, é que ele responda à pergunta dilacerante: Afinal, quem sou eu? E, à medida que ela ouve a resposta, vai aflorando em seu ser uma nova pessoa. Idem para o homem. Se não amo, sou um, se amo, sou outro. Muito ao contrário do que se diz, o amor não é cego. O amor é vidente e previdente, ele enxerga no fundo das almas e do futuro. O amor é divinatório e perspicaz.
E feliz foi Pascal ao escrever: "Os poetas não têm razão de nos pintar o amor como cego. É preciso tirar de seus olhos a venda e devolver-lhes a fruição de seus olhos".
(Sur les Passions de l´Amour)?Gilberto de Mello Kujawski, jornalista e escritor, tem no prelo o livro "A Identidade Nacional e Outros Ensaios" (Funpec). Não está ligado a nenhuma academia, faculdade ou partido político. E-mail: gmkuj@terra.com.br

Saturday, March 03, 2007

NOVAS NOTÍCIAS




Sobre mim: Todos que me conhecem e que visitam este blog, sabem que tenho pretenções de ir à Europa levando o meu trabalho, particularmente à Portugal, e a cada dia que passa, o caminho se está descortinando naquela direção, através de eventos sincrônicos, e já percebo nitidamente os sinais bem claros que isto em breve acontecerá, provavelmente ainda este ano, em setembro.
Preciso então do pensamento positivo de vocês, e de toda a ajuda que possa vir neste sentido, sugerindo, apontando instrumentos de ajuda, patrocínios, enviando outras e mais diversas sugestões, enfim participando deste projeto de alguma forma, porque a minha história chegou até aqui graças a vocês, e vocês são realmente a razão da existência deste meu trabalho. É inspirada em vocês que faço tudo relacionado com a música.
Sobre o Momento 4 e o show "Intimo": O Teimonde é realmente um ambiente muito propício para uma noite intimista de primeira qualidade, e foi o que aconteceu na última quinta feira, dia 01 com o show do MOMENTO 4,. O público presente respondeu de forma excelente ao repertório e à performance do grupo. Esteve também presente a equipe do programa Expressão de Pascoal Maynard, da TV Aperipê da Rede TV Cultura, programa este que já havia nos entrevistado antes do show, e lá filmaram uma boa parte da apresentação, e aprveitamos chamamos o apresentador que é um excelente baterista, para dar uma "canja" de duas bossas conosco. Bem, meus caros, o show foi realmente um sucesso, e será reprisado no próximo dia 22, no mesmo local.